Entidades denunciam aumento da violência na BR 101 e queda do turismo em diversos destinos do Estado

O crescimento da onda de assaltos, arrastões e até sequestros-relâmpagos na BR 101, além do risco de morte corrido diariamente por vítimas e usuários da rodovia, começa também a atingir em cheio a economia de cidades que têm no turismo um de seus pilares de desenvolvimento.

Vídeos e relatos tem se multiplicado nas redes sociais nas últimas semanas e, como consequência, alguns indicadores já demonstram que a propaganda negativa já está freando o fluxo de turistas para cidades da Costa do Sol (segundo destino mais procurado no Estado), Costa Doce, Serra Verde Imperial, Norte e Noroeste Fluminense. 

Donos de hoteis, pousadas e restaurantes, por exemplo, informam que o número de reservas caiu bruscamente. E, ainda segundo os empresários, os próprios hóspedes falam sobre os riscos e o medo de cruzarem a Rio-Manilha e a BR 101 na altura de Manilhas e São Gonçalo. 

Em função disso, a Federação de Conventions & Visitors Bureaux e o Conselho Regional de Turismo da Costa do Sol, junto a outras entidades mistas e privadas, iniciam uma mobilização para cobrar do Governo do Estado medidas concretas e urgentes que restabeleçam a segurança na principal via de ligação entre a capital e o interior além dos estados do Espírito Santo e da Bahia.

“Só existe um Rio e o interior está sendo atingido assim como a capital. Precisamos de políticas públicas sérias na área de Segurança e com apoio da Secretaria de Turismo, PM e Polícia Civil”, defende Marco Navega, presidente da Federação de C&VBx.

Uma carta assinada por presidentes de Conventions e outros atores da iniciativa privada, do comércio, serviço e turismo, além de prefeitos e vereadores, está sendo elaborada e será encaminhada ao Governo do Estado e à Alerj. Além disso, as entidades querem uma agenda com o governador, Wilson Witzel (PSC), para tratar especificamente desta pauta.

O presidente do Brasil CVB, Marcio Santiago, enfatizou que o combate à violência depende de um conjunto de fatores, entre medidas educacionais e culturais, mas a gravidade do momento exige respostas imediatas do Governo. “A cidade e o Estado do Rio não podem ficar reféns da violência em suas rodovias. Não dá mais para esperar”, resumiu.

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