A Prefeitura de Rio das Ostras reforçou, nessa semana, o protocolo de prevenção à raiva, doença causada por um vírus que pode ser transmitido aos seres humanos através de mordidas e arranhões de animais contaminados.
O município cita casos recentes de ataques de animais, como o que aconteceu com o jovem Samuel, de 12 anos, em abril desse ano, que foi atacado por um pitbull no bairro Jardim Atlântico quando brincava na rua com os amigos.
O menino, que chegou em estado grave ao Hospital Municipal na noite do dia 22 de abril, com vários ferimentos nas pernas, e precisou de mais de 40 pontos, chegando a ficar internado antes de receber alta 5 dias depois, no dia 27 de abril.
De acordo com a prefeitura, a recomendação é para procurar a unidade de saúde mais próxima para realizar a limpeza adequada do ferimento e passar por avaliação médica, evitando que os ferimentos causados por cães e gatos contaminados possam transmitir a doença.
“Durante o atendimento, os profissionais de saúde avaliam o tipo de exposição, a gravidade e a localização da lesão, além das condições do animal envolvido. Também é analisada a possibilidade de observação do animal por um período de 10 dias. Quando o animal está saudável e pode ser acompanhado sem apresentar sinais da doença, o paciente poderá apenas permanecer em observação ou receber vacinação, conforme avaliação clínica”, explicou o município.
Já casos considerados graves, como mordidas profundas, múltiplas lesões ou ferimentos em regiões de maior risco, como cabeça, face, mãos e pés, além da vacina antirrábica, a prefeitura explica que pode ser necessária a administração do soro antirrábico.
“Todo esse protocolo tem como objetivo prevenir a raiva humana, garantindo atendimento rápido e tratamento adequado, uma vez que a doença é extremamente grave e apresenta alta letalidade após o surgimento dos sintomas”, alerta o município.
Na região da Baixada Litorânea, o atendimento especializado, definido pela Secretaria Estadual de Saúde em parceria com o Ministério da Saúde, está concentrado nos polos de referência nas cidades de Araruama e Cabo Frio.
“Em caso de acidente com risco de transmissão da raiva, a orientação é procurar inicialmente a unidade de saúde mais próxima para avaliação médica. Caso haja necessidade de aplicação do soro antirrábico, o paciente será encaminhado para um desses polos especializados”, completou a prefeitura.