A secretária municipal de Meio Ambiente de Armação dos Búzios, Roseli de Almeida Pereira, deverá permanecer afastada do cargo por decisão da Justiça. A medida cautelar foi concedida a pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que sustenta haver dificuldades recorrentes para obter documentos e informações técnicas indispensáveis à apuração de supostas irregularidades ambientais no município. O objetivo, segundo o órgão, é impedir qualquer interferência na produção de provas enquanto os procedimentos seguem em andamento.
As investigações mencionadas pelo Ministério Público envolvem dois casos distintos. O primeiro diz respeito a intervenções realizadas na região da Ponta do Pai Vitório, onde promotores buscavam acesso a processos administrativos, licenças e pareceres técnicos ligados às atividades desenvolvidas na área. Conforme a denúncia, a documentação teria permanecido indisponível por longo período, sendo apresentada somente após o cumprimento de uma medida judicial de busca e apreensão.
O segundo procedimento analisa o emprego de material retirado do antigo Lixão da Baía Formosa em obras executadas no Campo de José Gonçalves. O MPRJ pretende verificar possíveis impactos ambientais e eventuais riscos à saúde pública decorrentes da utilização desse material. De acordo com a Promotoria, também foram registradas demoras e respostas consideradas insuficientes às solicitações encaminhadas à Secretaria de Meio Ambiente. Em manifestação anterior, relacionada a outro procedimento envolvendo o licenciamento do empreendimento Nas Rocas Club, a Prefeitura de Búzios havia informado que Roseli de Almeida Pereira não participava da análise do processo citado, negou irregularidades e afirmou que os atos administrativos da pasta observavam a legislação vigente.