Caso de racismo contra advogada de Macaé choca pela impunidade

Caso de racismo contra advogada de Macaé choca pela impunidade

Uma advogada de Macaé foi vítima de racismo durante o exercício de sua profissão. Identificada como Danielle Mateus, a profissional realizava uma diligência em um hotel para cumprir uma determinação judicial, quando foi atacada por um homem que se identificou como gerente do estabelecimento. Ele e outra moradora do condomínio proferiram as ofensas raciais contra Danielle, que estava acompanhada de outros advogados.

Danielle contou detalhes sobre o caso em uma rede social. Ela explicou que estava acompanhando um cliente visando cumprir uma decisão judicial quando foi surpreendida com ataques de cunho racista. Ela acredita que as ofensas podem ter partido do fato de que a outra parte não aceitava a determinação judicial.

“O que mais me deixa triste é que eu me posicionei. Fiquei indignada com o erro. Chamei a viatura, os policiais foram super solícitos. Todos fomos para a delegacia e ficamos lá das 14h até as 23h30 e eu vi a pessoa que me agrediu sair pela porta da frente. Ele estava rindo e basicamente debochando da minha cara porque perdemos o dia todo ali e não deu em nada”, disse a advogada.

Danielle continuou e fez questionamentos pertinentes sobre o caso. “Ele saiu como se nada tivesse acontecido. E ai eu fico me perguntando: o que precisa para que um caso de racismo seja levado à frente? O que precisa para que um caso como o meu, que sou advogada, que estava exercendo minha profissão, seja levado a frente?”.

A vítima afirmou também que seguirá buscando justiça. “É muito importante que esse caso não vire apenas uma estatística. É importante que o que eu passei não fique impune, não seja levado como mais um caso ou mais um fato isolado. Minha cidade tem o título antirracista e eu quero fazer valer isso. Vim aqui esclarecer esse caso, onde as autoridades entenderam que estava tudo bem meu agressor sair pela porta da frente da delegacia. Quero dizer também que isso não ficará assim, que não vai ficar barato. Vou lutar até o fim não importa o que aconteça”, afirmou Danielle.

Diversas instituições prestaram apoio e solidariedade à vítima. Uma delas foi a própria Prefeitura de Macaé, que chegou a publicar uma nota de repúdio. Por meio da Secretaria Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, o poder público veio a público “manifestar veemente seu repúdio ao ocorrido no dia 16 de abril de 2026, em hotel em Macaé. O racismo é uma violação grave dos direitos humanos e configura crime, não podendo ser tolerado em nenhuma circunstância”, disse parte da nota oficial.

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