Feira Quilombola de Cabo Frio celebra cultura, literatura e sustentabilidade
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O Horto Municipal de Cabo Frio foi palco, neste sábado (8), de mais uma edição da Feira Quilombola, evento que reuniu manifestações culturais afro-brasileiras e caiçaras, além de iniciativas voltadas à sustentabilidade. A programação contou com a inauguração do Meliponário, o lançamento do livro Aspino e o Boi, de Gessiane Nazario, e apresentações musicais de Junior Carriço. A feira foi organizada pelo Instituto Ecovida, com apoio da Prefeitura de Cabo Frio, da Cooperativa Quilombola e da Coopa Lagos.
Entre os destaques do evento, o público teve a oportunidade de conhecer de perto as abelhas sem ferrão e adquirir mel diretamente dos produtores locais. A música de Junior Carriço embalou o encontro, reforçando a valorização da cultura quilombola e caiçara.
O lançamento do livro Aspino e o Boi também marcou a feira. A obra aborda temas como resistência quilombola, expropriação de terras e ancestralidade, narrando a luta do protagonista contra a opressão. A autora, Gessiane Nazario, é professora, pesquisadora e escritora quilombola, e sua publicação foi feita pela Editora Pena Sophia.
Fortalecimento das comunidades quilombolas
O secretário de Meio Ambiente, Saneamento e Clima, Jailton Nogueira, destacou a importância do evento para dar visibilidade às comunidades quilombolas da cidade, especialmente as de Tamoios. “É essencial promover o conhecimento e o apoio a essas comunidades para que elas se fortaleçam e sejam reconhecidas pelo trabalho e cultura que representam”, afirmou.
Alessandra Quilombola, engenheira ambiental e organizadora da feira, ressaltou o impacto positivo do evento, que já ocorre há dois anos. “A Feira Quilombola tem sido fundamental para facilitar o escoamento da produção da agricultura familiar. A venda direta ao consumidor, sem intermediários, garante mais autonomia e gera renda mensal para as famílias”, explicou. Ela também destacou a importância da parceria com a Prefeitura de Cabo Frio. “A união entre o poder público e as comunidades quilombolas é essencial para transformar a realidade delas, trazendo mais visibilidade e recursos. A continuidade dessa parceria abre novas oportunidades de desenvolvimento para nossas comunidades”, concluiu.