Levantamento aponta avanço na pesca artesanal e diversidade de espécies em Arraial do Cabo

Levantamento aponta avanço na pesca artesanal e diversidade de espécies em Arraial do Cabo

A atividade pesqueira em Arraial do Cabo apresentou crescimento significativo em 2025, reforçando a importância da pesca artesanal para a economia local. Dados divulgados pela Fundação Instituto de Pesca de Arraial do Cabo (FIPAC) indicam que o município registrou 769.960 quilos de pescado ao longo do ano, alcançando o melhor desempenho dos últimos três anos.

O volume representa um avanço de 22,4% em comparação com 2024, quando foram contabilizados 629.207 quilos. Em relação a 2023, que registrou 607.811 quilos, o aumento acumulado chega a 26,7%, evidenciando a evolução da produção pesqueira no período.

O levantamento também destaca a diversidade de espécies capturadas na região. Em 2025, foram identificadas 65 espécies diferentes, sendo 64 tipos de peixes e um molusco, o que demonstra a variedade de recursos marinhos explorados pelos pescadores do município.

Entre os destaques da produção está a lula (Loligo plei), que liderou o ranking de capturas com 170.225 quilos desembarcados. O resultado representa um crescimento de 62,8% em relação ao ano anterior, quando a espécie registrou 104.557 quilos.

Na sequência aparece o bonito-pintado (Euthynnus alletteratus), com 133.090 quilos capturados. Logo depois surge o olhudo, também conhecido como olho-de-boi, que alcançou 125.493 quilos. Juntas, essas espécies representam uma parcela expressiva da produção total registrada no município.

Em Arraial do Cabo, a pesca mantém forte caráter artesanal. A atividade é conduzida principalmente por pescadores locais, que utilizam métodos tradicionais como linha, espinhel e redes de cerco.

As informações fazem parte do monitoramento estatístico realizado pela FIPAC, responsável por acompanhar os desembarques pesqueiros ao longo do ano. O levantamento auxilia no planejamento da atividade, no controle dos estoques marinhos e na valorização de uma das práticas econômicas mais tradicionais da cidade.    

Foto: Vanessa Rodrigues

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