Vídeo sobre homofobia em supermercado de São Pedro da Aldeia circula na internet; mercado se manifesta

Vídeo sobre homofobia em supermercado de São Pedro da Aldeia circula na internet; mercado se manifesta

Um homem identificado como Gean Ribeiro publicou um vídeo nas redes sociais relatando ter sido vítima de uma situação de suposta homofobia e humilhação no supermercado Terê Frutas, localizado no Centro de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos.

Segundo o relato de Gean, a situação começou quando ele esbarrou acidentalmente no carrinho de um homem mais velho. O jovem afirma que pediu desculpas, mas o homem não teria aceitado e teria proferido xingamentos homofóbicos, incluindo a expressão “viadinho”, além de outros termos pejorativos. Ainda de acordo com Gean, o homem também discutiu com a mãe dele antes de seguir adiante.

Gean afirma que o episódio o deixou emocionalmente abalado. Segundo ele, a decisão de tornar o caso público não se limita à experiência pessoal, mas também busca chamar a atenção para o preconceito enfrentado diariamente por pessoas LGBTQIA+.

A publicação repercutiu nas redes sociais e trouxe novamente à discussão a importância do respeito à diversidade e do combate à discriminação.

Em resposta ao contato da reportagem, o Grupo Terê Frutas afirmou que a intervenção dos funcionários durante o episódio teve como objetivo apartar a confusão e evitar possíveis agressões físicas entre os envolvidos. A empresa declarou que não teve a intenção de impedir a defesa da pessoa que relatou o caso nem permitir que um possível crime de homofobia ficasse impune.

Segundo o supermercado, como a equipe interveio durante a discussão, não há um posicionamento sobre as palavras exatas que teriam sido ditas no local. A empresa informou que possui apenas os relatos das partes envolvidas.

O Grupo Terê Frutas também declarou que separou e preservou as imagens do circuito interno de segurança, que, segundo a empresa, estão disponíveis para o cliente e para as autoridades competentes, caso sejam necessárias para uma investigação.

Por fim, o estabelecimento afirmou que não compactua com violência, agressões físicas ou discriminação e repudiou expressamente a homofobia. A empresa também destacou que trabalha para manter as lojas como ambientes seguros e respeitosos para todos.

Até o momento, as circunstâncias do episódio não foram confirmadas de forma independente. O relato sobre os xingamentos e a dinâmica da discussão foi apresentado por Gean, enquanto o supermercado afirma que não consegue confirmar as palavras que teriam sido ditas. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos dos envolvidos.

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